Quando escrevo, Alex está jogando a sua milésima partida. O número se tornou tão natural, que ele viu muito da vida, de longe.

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Números não me impressionam. Há fatos maiores, detalhes superiores, que tornam os números irrelevantes. Antes de se exaltar o número, prefiro dar relevo à qualidade do futebol que Alex jogou nessas mil partidas.

Ainda que estivesse reprimido em campo, por ser mortal, sempre ofereceu um momento de grandeza: um passe, uma falta bem cobrada, um toque, um algo qualquer. Seu futebol como fonte inesgotável de recursos transforma a eventualidade em uma regra de decisão. Alex é tão imponente jogando futebol, que reduz o número 1000 a um número qualquer.

Cobrança

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Há um momento na vida, que nos exige dar satisfação com resultados. O momento de Dejan Petkovic, como técnico do Atlético chegou. Os recursos de que é o seu primeiro trabalho, que está formando um time de jovens, que o título não é proposta do clube, estão esgotados. Não há mais tempo de esperar o futuro.

O Atlético está em penúltimo num campeonato inexpressivo, que mantido irá lhe obrigar a disputar o rebaixamento. Mas o momento de Petkovic dar essa satisfação, não é somente em razão da posição temerária do time. É que ele está concorrendo diretamente para essa situação. Seu trabalho é insignificante, pois não conseguiu dar um mínimo padrão. Sua atuação durante o jogo é confusa. O momento do sérvio é hoje contra o Londrina.

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Dilúvio

Dizem que está tudo resolvido para a finalização da Baixada para a Copa. O que é preciso saber é como irá se resolver a vida futura do Atlético.

Um dia desses, Petraglia completou 70 anos de idade. Lembrei que para voltar à presidência do Furacão ele pediu aos sócios: “Tenho mais três anos de vida útil. Queria dedicá-los ao meu clube”.

As coisas estão tão confusas na construção da Baixada, deveria adotar a regra do IBGE: estender por mais 6 anos o tempo da sua vida útil.