Entro no site da Arena CAP e não vejo nenhuma movimentação da colocação das 14 mil cadeiras, que a empresa Kango, que pertence a Petraglia Filho, retarda em entregar alegando problemas técnicos.

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Então, lembrei que há mais de um ano, perguntei ao senhor Mauro Holzmanm, diretor de Marketing do Atlético, qual era a razão de se comprar com tanta antecedência as cadeiras. Mauro me respondeu assim: “A demanda de cadeiras para os estádio exigia antecipação do pedido”. A resposta foi razoável sugerindo prudência da gestão da obra.

Mas, o pedido antecipado como ato prudente se esgotou. Ocorre que a empresa vendedora, na época, por ainda não ter o credenciamento do Inmetro, transferiu a responsabilidade de produção das cadeiras para uma empresa de Joinville. A máquina entupiu (esse é o termo técnico), e não consegue atender ao pedido da Baixada. Os números, aproximados, são esses: precisando produzir uma média de 75 cadeiras por hora, a máquina entupida está conseguindo produzir apenas 15. O descompasso entre o que precisa e o que se produz é assustador. Nesse ritmo, se a Kango não for provocada formalmente a cumprir a obrigação, as cadeiras não ficarão prontas no último minuto, mas já na prorrogação.

E isso tudo com o pedido antecipado em mais de um ano. E já pago.

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Explicações

Perdendo tempo em dar explicações do que escrevo em juízo, tomei uma decisão: aquele que se sentir ofendido não precisa ir a juízo pedir explicações. Pode me mandar o pedido,
que eu explico pela minha coluna. Mas tudo que teria que explicar em petição, explicarei publicamente.

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