Mário Celso Petraglia informou pelo CAP S/A, que o Atlético garantiu com o CT do Caju, a sua parte de 46 milhões de reais, no empréstimo junto ao BNDES. E concluiu: os outros dois terços serão de responsabilidade do Estado do Paraná e da Prefeitura Municipal de Curitiba, que arcarão com as garantias em títulos de Potencial Construtivo referentes às suas partes: R$ 92 milhões. Está certo.

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O problema é que Richa e Ducci não podem fazer mais nada, porque a Lei de Responsabilidade Fiscal imobiliza o administrador público: fazer operações com particulares, sem garantia real, implica em sanções que vão da perda do mandato, suspensão dos direitos políticos, à devolução do dinheiro.

Assim, Petraglia, usando de uma reserva de “macacos”, jogou um no colo de Richa, e outro, bem maior, no de Ducci. Maior, porque o prefeito é candidato à reeleição. Petraglia tem razão, porque ninguém mandou Richa e Ducci se exibirem com capacete de operário de obra, em cima de um trator, na Baixada.

Se o leitor pensa que era tudo, enganou-se. Ontem, a Gazeta do Povo, escancarou a proposta do Secretário da Copa Mário Celso Cunha: por ela, o dinheiro tomado do BNDES não seria pago. É o calote mais grave que tem, pois o empréstimo é feito com a intenção de não pagar. É fraude.

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Diz o Secretário, que é coisa do passado. A intenção de dar calote nunca desaparece do agente. Pode no máximo ser adiada a sua execução. E se assim fosse, deixou de ser, quando confessa que “não me arrependo”.

Cunha dedica-se, atualmente, a acender uma vela para os seus senhores (ou lobos?): é Secretário Especial de Richa, mas arrasta as suas asas por Petraglia, que é um dos financiadores de campanha.

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Pergunta-se: ao propor o calote no BNDES, Cunha acendeu a vela de Richa e Ducci, ou a de Petraglia? Ou, acendeu a dos três, porque são indissociáveis os interesses financeiros e políticos nesse processo da construção da Baixada. O mais grave é que todos os envolvidos, seja público ou privado, têm pendências com órgãos da União, como é o BNDES.

Entre esse jogo de interesses pessoal de Petraglia, eleitoreiro de Richa e Ducci e a proposta de calote do Secretário da Copa ao BNDES, fica o Atlético esmagado, pisoteado, sem estádio e sem saber a que custo irá construir.

Estão vendendo a paixão do atleticano na esquina.