O Foz do Iguaçu, um time formado no improviso para jogar quatro meses por ano, cai como uma luva para o Atlético à noitinha na Baixada. Após o fracasso na Vila, não tanto pela derrota, mas pelo que não jogou, o Furacão entrou numa encruzilhada: ou passa a jogar como um time e ganhar como um grande time, ou terá que se sujeitar às pressões. O torcedor não é ingênuo como o presidente Sallim está se revelando ao afirmar que “o time não está entrosado”.

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Cristóvão está no comando há 6 meses. Do time que terminou a temporada estão jogando Weverton, Eduardo, Vilches, Deivid, Otávio, Sidcley, Nikão e Walter. De novo, apenas Paulo André e Vinícius, e eventualmente Anderson Lopes e André Lima, cujas contratações Cristóvão concordou. Com tanto tempo no comando de Cristóvão, era razoável do Atlético ter um time com o mínimo de sentido de jogo. Mas o que se tem, é um Furacão zerado, como se tivesse contratado onze novos jogadores.

Por não dar uma organização tática ao time, o treinador Cristóvão Borges está arrumando um grande problema para a diretoria. A desordem, que não é recente, começa a provocar dúvidas na qualidade dos contratados. Paulo André já está sendo acusado de lento, Vinicius de desligado e Anderson Lopes de medíocre. Na verdade, por enquanto, todos são vítimas da falta de uma organização em campo. Se continuar assim, não vai demorar, vão dizer que Nikão está gordo, que Walter perdeu a força por emagrecer demais, e que Petraglia anda quietinho demais para quem continua mandando em tudo.

Hoje, o Furacão precisa usar bem a luva.

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Não basta só vesti-la. É preciso vesti-la e usá-la como se fosse de pelica.

Não basta só ganhar do Foz.

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