Sem torcida, Atlético 0 x Bahia 0.
O pior jogo do campeonato, com certeza.
E se na Baixada estivesse o fanático povo atleticano?
Seria pior, sem dúvida.
Foi triste o Furacão contra o Bahia.
E não foi por falta de aviso. Havia um clamor público de que Doriva não era técnico que prestasse à responsabilidade de dirigi-lo. A zaga é fraca (menos com ruim sem Léo Pereira), e o meio de campo tem uma variação, que por não ter qualidade, às vezes se torna medíocre. Onde é que o Atlético quer chegar com um meio campo de João Paulo, Bady e Deivid? A falta de qualidade da defesa e do meio, está sufocando o que se tem de precioso que são Marcelo e Coutinho.
Insisto, escrevo outra vez. O poder de influência da torcida do Furacão, em regra é para o bem, mas, também, pode ser para o mal.
Os atleticanos são apaixonados, mas não ingênuos. Paciência foi o que tiveram. Isolados do time durante 4 anos, mantiveram-se fiéis à ele com o sacrifício associativo.
Não há na história do futebol brasileiro, uma torcida que pagou durante tanto tempo, sabendo que não poderia ver o seu time de coração jogar.
Agora que, os atleticanos irão voltar não aceitarão mais esse eterno regime provisório, em que o futuro se tornou uma farsa.
Depois de tanto sacrifício, que fez do Atlético “o pão nosso de cada dia”, voltar para ver um time jogando mal com Dráusio, David, Cleberson, Leo Pereira, Bady, João Paulo, Cléo e Bruno Mendes, comandado pelo temerário Doriva, essa paixão pode se tornar inquieta e perversa.
A lua de mel de Petraglia terminou.
Demissão
Quando Celso Roth foi demitido, o Coritiba já tinha acertado com Marquinhos Santos. E a decisão sobre o novo técnico adotou o mesmo critério de 2013, quando Chamusca tinha que sair. O presidente Vilson só decidiu depois de consultar alguns jogadores.
Sua vontade inicial era Ney Franco.
Mas a vitória sobre o Vitória retardou a queda de Celso Roth, e Ney foi para o mesmo Vitória.