O velho chavão de que a Copa do Brasil é o caminho mais curto para a Libertadores, não serve para os times da terra. Como está, qualquer caminho é longo, quase infinito. E olhe, que do outro lado não deveria ter nenhum risco: o Náutico não deveria provocar temor, mesmo que o Coritiba tenha que ganhar por dois gols de diferença; o Volta Redonda diante do Atlético, deveria ser posto como time de terceira. No entanto, eis a grande verdade: não podemos nem mesmo teorizar sobre os dois jogos de hoje. Tudo entra no plano da lógica, inclusive vencer.
Por aqui, o Coritiba joga contra o Náutico, em ambiente de otimismo, com a oposição domada por Giovani Gionédis. Mas aí é que mora o perigo: a goleada foi muito mais conseqüencia dos erros do Malucelli, do que das virtudes coxa. Entendo que, a referência não deveria ser a goleada, mas a forma de time que o Coritiba começou a ganhar. Talvez se jogar na consciência dos seus limites, possa tornar a diferença de dois gols em resultado simples.
Em Volta Redonda, o Atlético joga contra os seus fantasmas. Mais perigoso que o adversário, é a insegurança pelo tratamento de choque intempestivo, usando-se a demissão de executivos como mensagem para que ninguém esqueça que ?quem manda sou eu?. Ao invés de censurar Dagoberto, que sai machucado no sábado de angústia, e vai andar de jet-sky no domingo, culpa-se o dentista; ao invés de censurar a indiferença do incompleto Alan Bahia em campo, e a sua ousadia no pagode da noite, demite-se a nutricionista.
Os fantasmas da Arena é que podem tornar mais longo ainda o caminho do Atlético. Veja a foto que a Tribuna estampa: apenas um sorrindo. Todos os outros cabisbaixos, revelando insegurança e temor diante do pavor provocado.
Se vencer esses fantasmas, o jogo de Volta Redonda será fácil para o Atlético.