Um passo.

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Não sei qual a distância de um passo. Pode ser longa, mas pode ser curta. De acordo com a ilusão, pode ser o espaço de milímetros, mas pode ser a distância de quilômetros.

Qual a distância que separa o Atlético da zona dos rebaixados?

Pode ser longa pelo tempo que ainda se tem para jogar, mas é curta pelo que se joga.

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Em Recife, o Atlético jogava para ganhar, e ganhava por 2×0. Mas aí, o técnico Antônio Lopes interveio e o resultado foi natural: Sport 3×2. Não existia motivo para mudar, porque a vitória era questão apenas de administrar um jogo que estava com uma surpreendente solução. Mas Lopes fez uma arruaça no time. Mudou o esquema para jogar com três zagueiros, mudou o meio para tirar Dinei, que se esfolava na marcação. Foi tirando e colocando, como se fosse um primário.

O resultado foi uma virada, na qual ficou a imagem de Geninho.

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Com Lopes, o Atlético está ficando pior do que estava com Vadão.

Vadão tocava com quem tinha.

Lopes toca com o produto que lhe oferecem. Veja só que a próxima atração é Marcelo Tamandaré. Nunca foi um jogador que prestasse. Lesionado, não joga há um ano. Encostado em São Januário, território de Lopes, recupera-se sem saber se sabe ainda jogar. Já tinham vindo Clayton, que não jogava há dois meses no medíocre time do Flamengo, Ramon e Antonio Carlos que não jogam há três meses, e um tal de Alessandro que jogava na Austrália.

Antes que o passo para a salvação fique longe demais, Petraglia que vá atrás de Abel Braga.

Espera

Esperei pelo jogo do Paraná.

Não vi nada pior neste campeonato. A prova do atual estado do futebol brasileiro é a de que o Botafogo, até ontem, era líder do campeonato.

O jogo da Vila foi horroroso.

O empate sem gols foi o seu resumo. Estou com medo de perder o emprego.

Não sei se vai sobrar alguma coisa para escrever.