Era para ser 6 de fevereiro, mas foi antecipado para amanhã, dia 30. Como seria lá, será agora: uma quarta-feira, quase de madrugada para quem tem que levantar cedinho, como é o horário das 21h30. Era jogo para domingo, às 17h.
Esse é o tratamento que a Federação Paranaense de Futebol dá ao único valor que restou ao futebol estadual: o Athletiba.
Mas isso não é tudo, ao contrário, é menos grave comparado ao estímulo para que o Athletico seja enfrentado na sua política de torcida única.
Sou contra torcida única, já escrevi. Mas o fato de discordar da “torcida humana” na Baixada, não me autoriza de jogar fora o bom senso. E, o bom senso, para o Athletiba de amanhã, não permite sequer que o Furacão libere a carga, mesmo na forma especial de vale (voucher), que só será trocado por ingresso mediante a submissão das coxas ao sistema biométrico.
Aliás, não se trata nem de bom senso. Trata-se de ser racional. Uma coisa é a torcida regular, com os clubes compreendendo que devem obedecer a lei; outra coisa é impor uma situação em um Athletiba ambientado em circunstâncias especiais, pois é o primeiro depois que o Furacão ganhou um titulo internacional. É possível afirmar que será inevitável o confronto entre a ironia e a mágoa.
Exaltei a Procuradoria do TJD por enfrentar o sistema. Escrevi que alguém teria que fazer alguma coisa, em algum, momento. Mas, ocorre, que na adoção dessa medida (no fundo é da FPF), tem um gravíssimo equívoco jurídico: o sistema de “torcida única”, no caso, não está no campo do direito esportivo, mas no de direito público. Trata-se de segurança. Se a FPF quer mesmo proteger o direito das torcidas adversárias de participarem do espetáculo (e, elas têm direito e devem exercê-lo), tem que ir à Justiça Comum pedir a prestação.
O que a FPF e o Coritiba não podem é colocarem as coxas na base da força, que é o espirito desta liminar, porque tudo que é à força, as consequências são danosas.
A Federação de Hélio Cury prova que é incapaz de organizar um campeonato entre regiões do Paraná. Incapaz e seu presidente insensível, que é capaz de provocar mais danos que um elefante em uma loja de cristais.