Se conheço bem o torcedor atleticano, nem esperou pelo final do jogo de Florianópolis (SC). E se esperou o foi com indiferença, porque não tinha outra coisa a fazer.
Nós torcedores somos apaixonados, mas não somos ingênuos. É que na paixão, por maior que seja, existe uma consciência que utilizamos para graduar a ilusão. Às vezes é melhor usar dessa consciência para diminuir a frustração da derrota.
O que eu quero dizer é que a derrota do Atlético em Florianópolis, para o Avaí (2 a 0), não deve ter causado nenhum trauma aos seus torcedores, porque em nenhum momento o time mereceu outra coisa.
O mais grave é quando a derrota não surpreende.
Bem me lembro, só não sei quando, um dia desses escrevi que o Furacão teria dificuldades para somar os pontinhos que precisa para não se apertar nas últimas rodadas. E não conclui nada de especial. É que existe limite para tudo, e no futebol em especial, na medida em que um time é dependente de vários fatores.
Antônio Lopes extraiu tudo do reduzido grupo de jogadores, usou a experiência para proteger emocionalmente os meninos. Conseguiu com Manoel, e estava conseguindo com Ronaldo até que seus empresários bagunçaram a sua cabeça. Ronaldo, que falhara contra o Santos, voltou a falhar duas vezes contra o Avaí. Os veteranos Marcinho e Alex Mineiro, e os jovens Wallyson e Alex Sandro, fracassaram.
Márcio Azevedo faz falta. Sem ele, a saída de bola, que já é reduzida, inexiste.
É possível estender um pouco o limite?
No futebol só com superação, o que não ocorreu nos últimos três jogos.
Lopes terá que resolver essa última bronca do ano, contra o Goiás, na Baixada.
Facilidade
O Vitória não chutou uma única bola em gol.
E não foi pelas virtudes do Coritiba, mas pelo time fraco que trouxe para cá. Não tira o mérito da vitória coxa, 1a 0. Era para ser de goleada no primeiro tempo, mas Marcelinho Paraíba perdeu dois gols.