O jogo com o Bahia amanhã, na Baixada, pela Copa do Brasil, cai bem neste momento para o Atlético. Picota a semana de Atletiba, na qual o time em inferioridade é o que mais sofre a pressão pela vitória.
Embora sejam competições diferentes, não há como dissociar o jogo contra o Bahia do Atletiba. É que vitória ou fracasso no jogo pela Copa do Brasil vai criar o componente emocional para o clássico de domingo.
O futebol só tem memória quando o time ganha. Não me lembro na história recente do Atlético, de uma semana tão importante, em que a importância da vitória está em fazer os sentimentos se acalmarem. E em se tratando de Atlético, jogando na Baixada com o seu povo, não é tão difícil alcançar os objetivos. Basta ter sensibilidade.
Salvação
Ignorei o jogo Paraná 1 x 0 Iraty como tema a coluna de ontem. A vitória do Coritiba sobre o Roma já ocupara o espaço. Resolvi ver o jogo para passar o tempo no final de domingo. De repente, passei a ver um jogo, que se não foi o melhor do campeonato, foi o mais emocionante. Em linguagem popular, pau a pau.
Mas não no sentido de violência, mas de procura pelo gol. Não sei se é verdade, mas no gol do Paraná (Diego) eu exclamei: é gol! Como encanta um time jovem que ainda não tem o vício do boleiro. A presença de Ricardo Pinto na frente desses jovens exerce a influência fundamental para o Paraná não ser constrangido pelo rebaixamento. Ricardo pode ainda não ser um treinador em definitivo. Mas tem algo importante para o comandante: o carisma, que é natural do homem, e que no futebol é preservado pela história.