Desconte-se a fragilidade do Toledo. Ainda assim, sobram virtudes na vitória (3 x 1) que isolou o Coritiba na liderança. Melhor arrumado, empurrou Alex mais próximo da linha de frente. E Rafinha, pela direita, aparecia como um corisco de tão esperto, “bamboleando, com soberbo aprumo para jogar”, como se fosse um personagem saído de Sagarana, de Guimarães Rosa.

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Mas os Coxas que não se enganem: o time jogou bem, mas não joga muito mais. Quando é atacado, por mais frágil que seja o ataque que lhe fustiga passa por sobressaltos. Com Pereira, Chico e Patric tem pesadelos.

E não é só por isso que é líder. Joga com a eventualidade. Antes de ganhar, viu Jotinha e Paraná, que estavam juntos, empatarem a dois gols no Janguitão. O título do turno bem poderia passar pelo Atlético. Joga contra o Jotinha e depois contra o Coritiba. Pena que, se tratando do Furacão, só existe um tempo de verbo: o futuro do pretérito.

Motivo

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Não é por acaso e nem por coincidência que o goleiro Vanderlei passa um grande momento no Coritiba. A boa fase passa pela orientação de Carlos Pracidelli. Conheci-o, ainda repórter, no Atlético. Não o vejo há mais de 15 anos. Para ser um grande orientador, não precisa ter sido necessariamente um grande jogador. Basta a capacidade natural e a disposição de trabalho.

Carlos foi um razoável goleiro, dava-me sustos. Hoje exerce uma das mais importantes funções dentro do sistema profissional do futebol, que é a de formar e treinar goleiros. E o faz de forma soberba. É o melhor do Brasil. 

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