Precisando escrever sobre generalidades, contrariei a minha falta de vontade em ver jogo do Campeonato Paranaense. Bobagem eu sei, pois aqui é onde vivo, e é o que me tenho por enquanto. Bem por isso, pus-me a ver Paraná x Londrina. Vi a Vila cheia de gente e de ilusão.

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E com o tempo do jogo, fui vendo um Paraná parecendo jogar a própria vida: jogando bola e comendo grama. Talvez seja verdade: joga a vida por um titulo neste campeonato. Descontadas as limitações que não são poucas, fez um segundo tempo brilhante. À partir de Lucio Flávio, que começou o ano voando, como se fosse um cisne no seu canto. Final: Paraná 2 x Londrina, 1.

Como última imagem, vi toda aquela gente saindo da Vila de volta para casa. Só que ao invés de ilusões, carregando uma certeza: o Paraná é líder. E soltando um grito em exclamação: que venham os Coxas!

Histórico

A reclusão voluntária do Atlético esvaziou o impacto da sua grande contratação nesta temporada: Moraci Sant’anna. Não entra em campo, é preparador físico, por isso não joga e não faz gol. Mas cria condições para o alcance de objetivos. Moraci não é pouca coisa. Não há nenhum profissional em atividade no futebol brasileiro com seu histórico. O corolário deste currículo está em seis Copas do Mundo, um título mundial (Brasil, 1994) e, pelo São Paulo, campeão Estadual, Nacional, Libertadores e Mundial, por algumas vezes.

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Um histórico como esse de Moraci não se escreve a partir de circunstâncias ocasionais e de coincidências. Não se consegue escrever uma história tão nobre sem trabalho, capacidade e honestidade. Mas ao mesmo tempo em que traz Moraci, o Atlético renova o contrato de Luiz Alberto, um ex-atleta, que havia sido dispensado. E assim, o doutor Petraglia fez o que vive dizendo que eu faço: uma no cravo, outra na ferradura.

Só que eu não me considero deus.

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