Às vezes, mesmo ignorando a base cientifica de seus princípios, o ser humano se agarra na psicológica para se alcançar ou se evitar um fato. “É psicológico”, transformamos o velho clichê como ponta de esperança ou de desespero. Eu não sei explicar, mas como qualquer um, é o que eu sinto: a ocorrência de um fato parece atuar como causa determinante para um evento positivo ou negativo. Emocionalmente ficamos atrelados à essa condição, que parece ser ela a causa de tudo o que irá ocorrer na vida. Por não entendermos de psicologia, há um exagero em tudo isso. Não obstante, no futebol serve para provocar temas, proporem-se debates, criar ilusão e descartar desilusão.
O treinador Paulo Autuori não expressa, mas deixa a entender que a importância de uma vitória sobre a Ponte Preta, em Campinas, terá consequências emocionais para o Atlético alcançar imediatamente o G-4. Para concluir por isso não precisa saber ensinamentos de Freud.
É natural que vitórias em sequência, em especial contra as adversidades de campo e torcida, se projetam bem além dos números. A emoção positiva é projetada objetivamente para conquistas futuras. Seria até da lógica, um Atlético poderoso contra o Santos, na Baixada, no sábado, trazendo como precedentes vitórias no Morumbi e em Campinas.
Lições de Freud podem ser consideradas, também, para o Coritiba?
Vencendo o Palmeiras, o melhor time do campeonato, no Couto Pereira, talvez. A dúvida está no fato de que precisa adotar algumas providências que está condicionando aos resultados. A do treinador definitivo, pois enquanto não recuperar o time no campeonato, Pachequinho continua provisório, temporário e apenas com nova passagem. Pode até vir a ser Pachequinho, mas a diretoria tem que definir.
Mudanças
A demissão de Dunga e Gilmar Rinaldi do comando da seleção brasileira, em tese, resolve o problema técnico. Pode ser que com Tite o Brasil, em razão da falta de qualidade dos jogadores, continue a ter problemas. Mas a saída de Dunga e Rinaldi resolve o problema ético. Com dois, sempre existia uma desconfiança sobre a motivação de uma convocação ou esquecimento.