Irei fazer três perguntas ao torcedor atleticano, que para responder deve considerar três fatos:
1) Foi Mário Celso Petraglia o criador e o executor da proposta da “torcida humana”, como disfarce da torcida única;
2) Por isso, presume-se que consciente de que a simples denúncia no TJD contra o presidente Sallim Emed já era uma injustiça;
3) E Petraglia não gostou do destaque de Sallim na festa e na foto do título da Sul-Americana.
Pergunto:
1) Por que razão Petraglia não se apresentou como responsável perante a Justiça Desportiva?
2) Com o ato e a omissão, Petraglia não concorreu voluntariamente para a suspensão de Emed por 360 dias, o que antecipa o fim do seu mandato? 3) A intenção de Petraglia não teve como precedente um querer?
Há lógica nas perguntas.
Lições matinais
O imortal Carlos Lacerda escreveu, no conto sobre o Papa Pio XII “Lembrança do Homem de branco”, que “mais do que curiosa, apaixonante é a natureza humana”.
Era bem cedinho, encontro Rogério Bacellar, ex-presidente do Coritiba. E o que ouvi vou repassar para o leitor coxa: “É uma barbaridade o que estão fazendo com o Coritiba. Deixei um time formado com Wilson, Cleber Reis, Rildo e com todo o dinheiro da Globo. E vejam só no que está dando”.
Peço emprestada a lição de Carlos Lacerda e peço-lhe perdão por alterar a valoração dos adjetivos: “Mais do que apaixonante, é curiosa a natureza humana”.
Há testemunhas.
Contradição
Os credores do Paraná na Justiça do Trabalho estão querendo uma entrevista com o magistrado doutor Felipe Calvet, que comanda o Ato Trabalhista. Como é fato público, o presidente Leonardo Oliveira, como interventor, ganha um salário mensal de R$ 25 mil.
A dúvida dos reclamantes é a seguinte: na época, afirmou-se ser um valor correto, pois o Paraná na primeira divisão, arrecadaria mais de R$50 milhões. Perguntam reclamantes: voltando à segunda divisão, ganhando R$ 7 milhões de reais no ano, é justo manter o salário de R$25 mil por mês?
Tem sentido.