Não foi uma segunda-feira agradável para os torcedores coxas. Foram vistos caminhando pelas ruas, com cabelos desmanchados, parecendo em agonia, perguntando, ainda, sob gaguejos de soluço: o que aconteceu?

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Bem pior do que a certeza do fato negativo já consumado é ter dúvida sobre a sua origem. Tratar a ascensão técnica do time juvenil do Atlético como inesperada e casuística, é ir na contramão de principios básicos do futebol. Contra o principal deles: reúne-se um grupo de cinco bons jovens jogadores, deixando-os jogar em busca do futuro, e eis que chega um momento em que jogarão. E aí, são capazes de formar um time. Sem praticar extravagâncias, em razão das limitações do Atlético de grife, os jovens Santos, Hernani, Zezinho e Douglas Coutinho escolhem a camisa para jogar. É preciso que todos tenham convencimento de que esse juvenil atleticano, agora, está preparado para jogar no nível que se exige pelo título paranaense.

Mas há outro fato importante que deveria provocar as dúvidas nos torcedores Coxas. Volte-se à vitória do turno. Ela foi tão contestada por erros de arbitragem, causando uma reação tão forte, que influenciou positivamente a arbitragem no returno. Dito de outra forma: o Coritiba não ganhou o turno só por que somou mais pontos, mas também em razão de influência externa -mesmo que involuntária.

No segundo turno, o Londrina continuou superior, e o Atlético evoluiu. O equívoco, então, foi não medir a exata proporção entre a obrigação e a qualidade, mas dar muita obrigação de vitória a um time que não tem a qualidade suficiente para carregá-la.

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