Lições da vida

A caminho de casa, pensando em um tema para a coluna, sou provocado por uma declaração de Alex ao excelente repórter Caco Mazanek. Bem resumido, disse Alex que vivemos uma época em que se dá uma interpretação de conveniência às palavras, que tem o Atlético apenas como rival e não como inimigo e que há uma dependência recíproca entre os dois clubes para alcançarem um estágio de grandeza.

Então, lembrei-me do que Petraglia, Ribeiro de Andrade, Escudero e Afonso Vítor de Oliveira andam falando. Deveriam ter espírito de renúncia, mandar pedir a fita e ouvir Alex falar. Teriam uma aula de bom senso, de respeito aos poucos valores que ainda nos restam, uma aula que ensina que para viver em paz não precisa muito, basta querer. Uma aula que termina com a lição de que com revolta e ódio não vale a pena viver. E não são lições acadêmicas, são lições de quem investiu no sacrifício que a vida lhe exigiu.

Alex é o exemplo bem acabado de ídolo. Não porque sabe jogar bola e é craque. Essas condições se tornam aparentes, quase irrelevantes diante da consciência que tem da sua responsabilidade e da influência de seus atos.

Dúvida

O Atlético joga em Natal, contra o América, pela Copa do Brasil. A pergunta é: joga o Atlético principal ou o Atlético alternativo? Compare os seus dois últimos jogos. Contra o Brasil de Pelotas, só depois que Baier entrou o Atlético deixou de ser vaiado. Ganhou porque o adversário era frágil, fraco, inexpressivo. Ao contrário, o Atlético que usa a identidade de “sub-23” comandou o Atletiba da Vila Olimpica, e só não ganhou por que o Coritiba achou um gol no final.

Vejam só como é o futebol. De forma direta, o Atlético está poupando o time “principal” para o Atletiba final de domingo. Só que isso não é bom. É a prova objetiva de que para ser melhor que o Atlético preparado com mordomia no exterior, e jogando a cada 15 dias, não preciso muito.

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