O Athletico volta de San Juan (Argentina) sem vitórias, com boas desculpas e preciosas lições. As desculpas são razões de fato: é início da temporada brasileira quando os músculos e o raciocínio estão presos; os argentinos estão no meio da temporada; San Juan arde à noite com 37 graus; e, tudo isso, contra Racing e o Boca Juniors. Esses fatores dão pouca relevância ao empate com o Racing (2×2) e a derrota para o Boca (3×1). Mais, ainda, pelo fato de que no 1º tempo desses jogos, bem ordenado, foi igual, ou até superior, aos argentinos.
O mais importante, foram as preciosas lições que esses jogos ofereceram: o Furacão não tem laterais, porque Jonathan, Azevedo e Adriano não têm mais recursos físicos; para a ausência de Bruno Guimarães, não há um grande meia; Lucho González, definitivamente, está reduzido a simples opção; e, finalmente a mais dura lição, é que com a crise de Rony, está sem nenhum atacante com poder de decidir.
Se o time teve bons momentos foi em razão do costume de jogar, não da qualidade individual.
Combate
Como Carlos Drummond de Andrade, eu aceito o combate. Exercendo o direito de resposta, o doutor Benedito Barboza, presidente do Conselho Consultivo do Paraná, confirmou: ninguém aceitou assumir as vices presidência renunciadas pelos eleitos.
Se o próprio cartola confirma o fato, a ilegalidade está no descumprimento do artigo 85 dos Estatutos, que dispõe: “O Conselho Gestor funcionará e decidirá colegiadamente, e só poderá deliberar com a presença mínima de metade mais de um dos seus membros em exercício”. Qualquer outro artigo que trate da representação, é dependente do artigo 85.
Não precisa ser nenhum jurista para concluir que, se o Paraná elegeu cinco vice-presidentes, e três renunciaram e não foram substituídos, o Conselho Gestor simplesmente não pode deliberar. Isso implica na inexistência de representação legal, o que resulta em nulidade de qualquer ato que o clube venha a praticar. Inclusive, jogar qualquer competição, pois sem representação estatutária válida, qualquer ato é nulo.
Insisto nessa denúncia para o bem do próprio do Paraná. Se, por aqui, há transigência com esse estado ilegal, não haverá quando se tratar de uma campanha nacional.
