Pouco importa se o Atlético voltou a jogar e empatou em Paranaguá um jogo que merecia perder para o Rio Branco. Uma vitória a mais, uma derrota a menos, ou um empate sofrido, a essa altura do campeonato é irrelevante. Não será um resultado que irá alterar o juizo que já é absoluto: o time é medíocre e a torcida foi enganada por Petraglia.

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A questão, que é um problema grave, é outra: os jogadores menos ruins do Furacão nesta luta contra o rebaixamento estão sendo Felipe, Paulinho Dias, Eduardo e Natanael. Tremo só em ler que Natanael é um guerreiro.

Esse fato me faz lembrar uma lição que o professor Otacilio Gonçalves dava aos dirigentes. Ensina aí, Otacílio: “Nunca deixe no grupo um jogador fraco. Se ficar vai acabar jogando. Se jogar vai acabar colocando em dúvida a sua fraqueza. Chegará um momento que você só poderá contar com esse jogador. É derrota certa”.

O que eu quero dizer é isso: a trinta dias para começar a jogar o Brasileiro, limitando-se a contratar o atacante Walter (o volante Jadson é fraco), o Atlético terá que usar a maioria dos jogadores da morte, no mínimo como reposição. Não será surpresa, se em um dado momento do campeonato, Natanael, Paulinho Dias, Eduardo e outros serem a “última esperança”.

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E Mário Celso Petraglia bem que tinha avisado. Fala aí, presidente: “Eu não entendo de futebol, eu não gosto de futebol, eu gosto de fazer obras”.

Um dia desses, Petraglia comparou a Baixada a um circo esperando por 40 mil palhaços. Bem que a torcida deveria ir em massa, amanhã contra o Remo, usando nariz de palhaço. Foi o que Petraglia, com maldade, fez dela até agora.

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