O Atlético está sendo libertado por Paulo Autuori. Já é um time razoável, mais solidário, alegre e dinâmico em relação àquele que se via há pouco tempo com o próprio Autuori. A autoridade do treinador já faz ecos no Caju. Bem por isso, sem amarras, o Furacão derrotou o Paraná quando quis na semifinal da Baixada: 2×1. Só não o derrotou como queria, que seria por uma diferença maior de gols, porque Marcos, o goleiro tricolor mostrou, que aos 40 anos, só envelheceu na idade, pois jogando no gol parece um jovem já preparado para o futuro. Imenso, fez defesas do além, como na defesa de Banks, pegando a bola que saiu envenenada de cima para baixo da cabeça de Walter. Se não fosse Marcos, o jogo da volta na Vila seria uma formalidade de regulamento: o Furacão teria goleado como resultado do seu jogo superior cujo brilho esteve na regularidade do time do começo ao fim. O gol de Nikão e o gol de André Lima foram resultados naturais da lógica, que tem origem na superioridade.
O jogo na Vila será diferente, apostam os tricolores. Pode ser no ambiente, mas não aposto na sua essência.
Explico: o Paraná não perdeu na Baixada porque não soube jogar, ao contrário, jogou certo, jogando exatamente o que vem jogando nos últimos tempos. Apenas sente a diferença técnica e individual, em relação aos grandes times. A superação que usou no início do campeonato foi embora, escancarando as suas carências, tornando-se um time cosmético. Afirmo para passar o Atlético, o Paraná terá que jogar o que não sabe; o que sabe é muito pouco.
Entre Vinícius e Marcos escolho Marcos. Sem ele não haveria “jogo” na Vila.
Supremacia
Para evitar surpresa, o Coritiba jogou sério em Cornélio Procópio. E por isso, não precisou correr muito e nem jogar muito para ganhar do PSTC, 3×0. É verdade que foi constrangido com duas jogadas perdidas pelo PSTC que obrigaram o jovem goleiro Elisson (excelente, aliás) a fazer duas grandes defesas. Mas passado o susto, impôs a sua supremacia técnica.
Juan, participando dos três gols, outra vez, foi o melhor do time.