Agora que as coisas já se passaram e aconteceram como Mário Celso Petraglia ostensivamente queria, utilizando-se de um bem que não lhe pertence, o Atlético, o que ele espera em troca do novo governo?
O que Petraglia praticou foi o que o imortal Carlos Lacerda o seu livro “Era uma vez” chamava de “chaleirismo”. É quando uma pessoa se prostra diante da outra e a adula, a incensa, a quer corromper pela
lisonja. Perguntava Lacerda: “Haverá nada mais corruptor do que a lisonja?”
Antes de retornar de Lisboa, Lacerda atualizou o termo para “puxa saco ao gajo”, transformando-o em substantivo daquele que afaga a vaidade e lambe o ego, querendo em troca alguma coisa.
Se Petraglia não diz o motivo pelo qual usou o Atlético para ser um militante, podemos perguntar: o que Ratinho e Bolsonaro poderão fazer pelo maior clube do Paraná? A única coisa que o Furacão precisa é resolver a dívida para a construção da Baixada e que, sob a sua responsabilidade, pode levar a leilão a Arena da Baixada. Ratinho, que se afastou desse debate, e Bolsonaro, através da Havan e do acelerado deputado Francischini, teriam prometido essa solução em troca da militância ostensiva do Furacão?
É de se presumir que a militância petralhista acabou e o Atlético seja devolvido ao seu povo por inteiro, vestindo vermelho e preto no corpo e na alma contra o Bahia.
Prioridade
Por Londrina ser muito longe e arrastar mais asas pela cultura paulista, nós dessa banda, às vezes, de forma involuntária, ignoramos o Tubarão. E não é justo.
Veja só. Estamos fazendo das tripas, coração para encontrar um milagre matemático que, ainda, projete chances para o Coritiba voltar a jogar o Brasileirão. Sabemos que é impossível em razão da fragilidade do seu comando administrativo, técnico e de jogadores, mas insistimos.
Ao contrário, se há um paranaense em condições de ascender à elite do Brasileiro é o Londrina. Ganhando as próximas partidas, em casa, contra Criciúma e CRB, vai para a reta final dependendo apenas de seus jogos. Sérgio Malucelli e Ocimar Bolicenho provam de que o comando do futebol não é pra quem quer, mas para quem entende.