Lembrança

O Atlético não é uma construtora, é um time de futebol, houve quem alertasse os conselheiros que se comoviam com o discurso da autogestão. A oratória de Petraglia comoveu a maioria atleticana.

Dois anos depois, eis o resultado a autogestão: R$ 200 milhões gastos, todo o patrimônio hipotecado, o crédito da televisão esgotado até 2018, ações executivas, reclamatórias trabalhistas, protestos, e ainda tendo mais R$ 120 milhões a serem exigidos para a entrega da Baixada. Deste resultado surge a definitiva verdade: a autogestão de Petraglia fracassou com a intervenção dos governos Estadual e Municipal na obra. E pela razão que reduz o homem: a falta de confiança originária da irresponsabilidade.

Já está por conta do Atlético, até ordem judicial em contrário, o valor excedente a R$ 185 milhões de reais, reclamatórias trabalhistas e toda a espécie de cobrança. E virá mais: o valor do último orçamento apresentado ontem, e escondido da imprensa é de R$ 319 milhões, já se trabalhando com a hipótese de R$ 350 milhões de reais.

Pela FIFA, Curitiba já tinha sido excluída em razão das promessas não cumpridas pelo senhor Petraglia, disse Jérôme Valcke, em bom francês. O último prazo do dia 18 de fevereiro dado pela Fifa tem mesmo significado de exclusão de Curitiba. Em obra do porte da Baixada, quando todos os setores são públicos em volta do gramado, não se faz nada de definitivo em três semanas. Petraglia já fracassou. Resta saber se Richa vai fracassar.

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