Pergunta para os Coxas: seria melhor o Atlético ou o Londrina na pequena final? O Atlético, por que é um rival histórico, há muito tempo não ganha um Atletiba decisivo e a finalíssima seria no Couto Pereira; ou o Londrina, que carregaria os benefícios dos resultados iguais, e em especial, do mando da segunda partida com influência direta na vulnerável arbitragem paranaense?
E, então, respondam: seria melhor o Atlético, mesmo que uma perda para um time juvenil imprimisse um capítulo histórico sobre humilhação, ou seria melhor o Londrina, mesmo que a vitória tenha a importância reduzida diante do significado da derrota?
Já sei a resposta: se estão obrigados a correr o risco da perda, é preferível que seja, então, para o Londrina. Por que, argumentam: a cidade ambientada pelo humor vermelho e preto, a pose e o discurso de Petraglia nos canais oficiais, a humilhação da derrota para um time juvenil, tudo isso seria desagradável. Há coisas na vida que são insuportáveis. Existem leis que se tornam naturais. A lei que nasce da rivalidade é uma delas.
Rodada
O jogo mais importante da última rodada é o de Ponta Grossa. Líder isolado, o Atlético depende só de si para ganhar o returno. O Londrina depende de si e do Operário. Essa dependência é que vai pautar a variação técnica dos jogos. Pode, às vezes, parecer um único momento, mesmo que 100 quilômetros distanciem um jogo do outro.
A vida do Atlético em Ponta Grossa não será fácil. Jogará contra um Operário tocado pela ilusão de uma derrota do Jotinha e pelo prêmio prometido pelo Londrina. Bem resumido: o mais importante desta rodada é o fato de ser a última de um campeonato inchado e sem qualidade.