O que interessa para a história de um clube de futebol é a vitória. Por ela, às vezes, os que a escrevem são esquecidos. Há os que, voluntariamente, em razão de ser apegado ao clube, a realização pessoal se torna irrelevante.

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Há uma história de que Petraglia mandou trocar a placa de inauguração do CT do Caju e da Arena da Baixada, com a exclusão dos nomes de todos que participaram da construção do novo Atlético. Mas não é do Atlético que eu quero tratar.

Vamos à questão central. O que fez o senhor Cirino dos Santos aparecer no palco do Teatro Municipal, na festa da CBF?

A história, que pode até ter sido picotada, foi contada por um funcionário do cerimonial. Na festa do Municipal, cada clube recebeu um convite. Levando o que chegou para o Coritiba, o presidente Jair Cirino se apresentou no Rio como o único representante do campeão da segunda divisão. “Eu sou o presidente campeão da Série B”, se apresentou, imagino.

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Não sou capaz e não tenho o direito de fazer juízo de valor sobre o comportamento das pessoas. Todos sabem de que o senhor Jair Cirino dos Santos foi reeleito presidente do Coritiba por uma situação interna obrigatória, que implicava na inexistência de poder de decisão. O mandato foi exercido por Vilson Ribeiro de Andrade, Ernesto Pedroso e Fernando Macedo. Jogados no “inferno de Cirino”, devolveram o Coritiba à vida.

Conheço o ser humano, pois sou um deles. O orgulho pela realização de um fato não se materializa só com o alcance do ideal. Mas do reconhecimento público no mundo em que ele foi realizado. Sem vaidade, por orgulho próprio natural de todos nós, Vilson, Pedro e Macedo, presumo, gostariam de participar. Mais do que qualquer coisa, e de qualquer pessoa, independentemente de cargo estatutário, tinham o direito de aparecer na representação do clube. Foram impedidos.

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Não sei qual o conceito que o senhor Cirino tem de lealdade. O meu é respeitar não só as pessoas, mas, também, os fatos.