Como se fosse o pregador do brio igualitário, o senhor Miranda, presidente do Paraná, saiu em defesa do projeto de Moura do ?novo Pinheirão?.

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Disse Miranda: ?Seria injusto para os outros clubes se o Atlético terminasse a Arena com o dinheiro público.? De uma simples interpretação da frase, conclui-se que o cartola não se opõe com eventual benefício ao Atlético, desde que o seu clube também tenha alguma recompensa. É a velha máxima oportunista: podes casar com quem quiseres, desde que seja com Maria. Das duas, uma: ou a frase foi dita como mensagem oportunista, ou Miranda se perdeu em uma confusão de idéias, o que é feio para um professor. Resta saber de for para receber dinheiro público, o presidente do Paraná vai passar uma procuração com amplos poderes para o empresário Léo Rabelo.

Miranda e Moura são a corda e a caçamba. Lavadeiras sem roupas para lavar, divertem-se criando situações públicas para atingir uma instituição como o Atlético. O mais grave é que a mídia municiada faz vazar o que é solto pelas bocas de matildes.

Há frases que podem conter verdades, desde que seus autores tenham legitimidade. O Coritiba construiu o Couto Pereira sem depender de um centavo de terceiros. O Atlético se tornou, em dez anos, um dos maiores do Brasil, construindo o seu portentoso patrimônio pela submissão de sua gente ao ideal de torná-lo grande, sem depender de um tostão alheio.

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Miranda esqueceu que o Paraná há 50 anos usa um local que, pela lei, ainda é patrimônio da União.