A prisão, por corrupção, de José Maria Marin, ex-presidente da CBF, pode ter alcançado o nível de surpresa pelo espetáculo dado pela justiça americana, mas não pela sua essência: a prisão de um dirigente do futebol, é como a prisão de um político, ou de um empreiteiro, não surpreende. É exatamente essa a parte patética caso: nós estamos tão fragilizados com a quebra moral das instituições no Brasil, e no caso específico, com a do futebol, que a prisão do dirigente que comandou a CBF na Copa do Mundo não provocou nenhuma comoção. 

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Marin nada mais do que o símbolo, em regra, o caráter do cartola brasileiro. Bem pensando um ‘ladrão de galinha‘ diante da portentosa atuação de João Havelange durante meio século, Ricardo Teixeira durante 23 anos, e alguns, que após 20 anos, remanescem através do artificio de fazer sem deixar rastros e digitais.    

Se a prisão de Marin em razão do seu mérito (corrupção) não foi uma surpresa, então o fato em si se esvazia para o povo brasileiro. É que ele sabe que internamente não repercutirá em medidas, porque não há disposição de moralização. Os conselhos, sócios e torcedores não querem investigar a situação dos seus clubes, e evitam perseguir o aproveitamento pessoal do cartola. Já os clubes não investem contra a CBF, que é protegida pela legislação da FIFA, que invadindo a soberania dos países, proíbe a intervenção estatal. A partir desse mecanismo, impede-se a moralização. O efeito é a proteção dessa relação promíscua e prostituida. Se houvesse vontade de moralizar, os clubes interveriam na CBF para afastar Marco Polo Del Neto, que estava ao lado de Marin todo esse tempo. O argumento de que só Marin assinou os contratos é meramente instrumental. A propina, não tenha dúvida, foi bem dividida. 

O Brasil deveria usar a prisão de Marín para salvar o seu futebol. Poderia ser bem mais relevante que os 7×1 da Alemanha. Há quem sugira uma CPI do Futebol. Seria melhor uma Lava jato, com Ministério Público Federal e a Policia Federal investigando clubes,  federações, empresários e dirigentes.

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De primeira

Até 2011, entre os homens de confiança da Traffic, que confessou a culpa de corruptora, a pol[icia americana, esteve Mauro Holzmann, diretor de marketing do Atlético.

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