Lanterna

Os coxas perderam seispontos e foram para a lanterna. A injustiça foi mais grave: superada a alegação da falta de contrato, o STJD aplicou a punição pela não publicação do nome de Ataliba no boletim da CBF.

Faltou lógica na decisão: se a existência do contrato anterior ao campeonato fato principal da causa foi reconhecida pelos auditores, tornando automática a inclusão do nome de Ataliba no boletim da CBF, não se aplica o artigo do regulamento que só dá condições com a referida publicidade. O referido artigo só se aplica quando se trata do primeiro contrato ou da renovação, esta durante o campeonato. A interpretação que se deu responsabilizando o Coritiba por equívoco da CBF, é casuísmo.

O mais grave é a procuradoria querer denunciar o Atlético para perder dezoito pontos, porque escalou Diego, mesmo com a autorização posterior da CBF. Um aviso para os cultos gestores do Atlético: não permitam que sequer haja denúncia, porque denunciado, o clube começa a correr risco da perda, embora, no caso de Diego seja juridicamente impossível. Um fax da CBF à essa altura, pode não ter valor nenhum diante dos critérios de interpretação que os auditores do STJD usam.

Gravíssimo

Daniel se desvinculou do Atlético por ordem judicial e vai passar uma temporada de vinte dias no exterior. Dizem que em um país da Ásia.

O caso, ao contrário de como está sendo tratado pelos gestores atleticanos, não pode ser encerrado como um fato de rotina do futebol: em seis anos de Lei Pelé, Daniel é o primeiro jogador a ganhar na Justiça os direitos de transferência no clube.

Por isso, algumas questões têm que ser enfrentadas: não é coincidência Daniel ganhar o passe sem nenhuma resistência e ser levado por um empresário muito próximo do clube e que faz negócios com a Ásia? Se não é coincidência, e se uma das causas foi o não recolhimento do FGTS, outros jogadores não poderão reivindicar? Se não é um arranjo para privilegiar um empresário íntimo do clube, então é negligência.

Ontem foi Daniel. Amanhã a coincidência pode levar Dagoberto, Fernandinho, Jádson e outros jovens.

Além de ser bondoso e pedir desculpas, o Dr. João Augusto Fleury tem que parar de ser ingênuo. O caso de Daniel é gravíssimo, principalmente pelo argumento de não se fazer questão de mantê-lo.

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