Krüger e Kosilek

Bem lá atrás, nos anos setenta, na bela época, entre as duplas de ataque do Coritiba, havia uma que diversificava as virtudes: Krüger tinha a inteligência e o talento, e Kosilek, a força e o oportunismo. Em razão inteligência e capacidade técnica, Krüger era o desejo dos grandes clubes do futebol brasileiro. Contava a lenda, que o Vasco levou Kosilek, certo de que tinha contratado Krüger. Nem como lenda ficou, virando estória da carochinha.

O Atlético Paranaense anunciou o seu novo técnico: Fabiano Soares, um multi nacional, que é brasileiro, naturalizado espanhol, e cidadão português.

Quando falaram que o Atlético contratou o técnico que fez sucesso no Estoril, procurei saber. Responderam-me que esse treinador é Marco Silva, que daí foi para o Sporting, andou pela Grécia e Inglaterra.

Ando perguntando: “Será que Petraglia, querendo contratar Silva (e me garantiram que sim), acabou trazendo esse Soares?”

No restaurante do Curitibano, sou cercado por atleticanos indignados. Um deles, Marcelo Gomm lembra que “um grande time se forma com um grande goleiro e um grande treinador”. Os outros queriam saber o que eu iria escrever.

Respondo agora.

Não há nada o que escrever. Ao contrário, arrisco a afirmar que Petraglia nada mais faz do que exercer plenamente a condição de dono de uma instituição que lhe é permitido ser. No caso, dono do Atlético. E há mais, e muito grave: a submissão dos conselheiros, quase sempre por covardia, a omissão de torcedores, muitas vezes manipulados, e uma oposição de ficção, vão se consolidando como um referendo aos atos de Mário Celso Petraglia.

Se os atleticanos estão indiferentes com o problema gravíssimo do patrimônio do clube, que Petraglia deu em hipoteca e penhora, sem ter o limite dos gastos, não há razão para se criticar a vinda de um treinador, mesmo que que seja para ser o personagem da nova aventura irresponsável do senhorio.

Razões

Quando escrevi que não era uma boa solução mútua a efetivação de Pachequinho no comando técnico do Coritiba, não estava apostando em coisas futuras e aleatórias. Agora Pachequinho está pela boa. A partir desta rodada, não tem mais o direito de perder, porque com uma diretoria contando os dias para ir embora, o projeto é do imediatismo.

Pachequinho não é culpado, ao contrário, é vítima de uma fracassada administração do clube, em especial do futebol.

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