O escritor Jorge Luis Borges deixou escrito que muitas vezes “nós escolhemos nossas infelicidades”. Há sentido nas palavras do imortal argentino, inclusive, como consolo no qual nos agarramos para justificar o erro.

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Os atleticanos devem estar infelizes. A derrota para o Coritiba por seria absolutamente absorvida pela tradição do clássico. Qualquer resultado, em quaisquer circunstâncias, está conta da cultura do Atletiba. Afinal, não foi a primeira vez que perdeu na Baixada, já perdeu muitas. E não será a última, porque outras virão.

Mas, pelas circunstâncias que ambientaram o jogo, a expressão da vitória do Coxa e da derrota do Furacão, ganhou mais expressão. O Athletico, negou ingresso para os coxas, sob a farsa da “torcida humana”, em que todos supostamente se misturam.

O Furacão fez de tudo: descumpriu ordem liminar, impôs as suas regras de exceção, acabou com o restinho de moral (se é que existia) da Federação Paranaense de Futebol. A partir desses fatos, foi jogar carregando toda a carga de responsabilidade da vitória.

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A arrogância sempre tira a capacidade de percepção da falta de algumas virtudes. O Athletico esqueceu que não tem técnico e não tem time com esse aspirante de Léo, Reginaldo (não há nada pior), Eder, Bambu, Anderson Plata, Bruno Rodrigues, Bill, Nicola e Bergson. Resultado: Coritiba 2×1 Athletico.

E foi contra um Coxa, jogando com uma das suas piores versões e jogando sessenta minutos com 10 jogadores (João Vitor foi expulso), que precisou apenas de alguns minutos no 1º tempo para encaminhar a vitória. Fez os gols com o menino Igor Jesus (17 anos) e Iago. Nem o gol de pênalti de Bergson e, tampouco, a pressão final para uma espetacular defesa de Wilson, serviram apenas para criar a ilusão de empate.

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Essa vitória do Coritiba já está na história por ter sido o Atletiba da “Torcida Humana”. Será lembrada como, entre outros, ao “Atletiba da Gripe” (1933, Athletico 2×1 Coritiba), e ao “Atletiba de 8 minutos” (1946, Coritiba1x1 Athletico).

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