Existem coisas que nem o tempo nos ensina. No futebol, ainda, não há quem consiga definir o que é justo ou injusto. Nem a própria razão é capaz de explicar.
Veja o empate do Atlético, ontem à noite, em São Januário, com o Vasco – 2 a 2. Seria injusto com o time de Geninho, se não fossem os gols perdidos. Não existe injustiça para quem perde os gols que o Atlético perdeu. É a lei da selva. Dois deles, com Pedro Oldoni, cara a cara com o goleiro. Dirão que Pedro fez um gol de placa. E é verdade. Mas o importante no futebol não está na eventualidade soberba, mas na regularidade, mesmo que seja singela, como é um gol em que a bola sobra na cara do goleiro.
O empate, como me observou o publicitário Henrique Domenico, foi um bom resultado para o Atlético, para quem não viu o jogo. Para quem viu, tornou-se um mero consolo, porque a vitória seria a única resposta para tão bela apresentação do time de Geninho. A vitória em São Januário era uma exceção na esperança. Mas, pelo que jogou o Atlético, submetendo o Vasco ao seu domínio individual e tático, o empate deve ter caído com peso no sentimento rubro-negro.
Entre Valencia, Julio dos Santos e Galatto, o leitor deve escolher o melhor. A minha escolha é por Valencia. Marcou, cobriu, lançou, tentou o gol, fez horrores. Mas a defesa de Galatto, no chute de Madson, em que a bola fez a curva ao chegar no gol, vista isoladamente do jogo, pode parecer um efeito especial de George Lucas.