Atlético e Londrina vão decidir quem enfrentará o Coritiba na final do Estadual. Faz sentido. Não foram necessariamente os dois necessariamente os melhores dessa etapa (o Londrina, muito menos), mas foram os que melhor se ajustaram às obrigações do regulamento. Em uma decisão de jogo único, tudo o que foi feito, pouco ou nada vale.
Desta vez, o Furacão não foi soberbo como quis ser, sem poder, quando foi eliminado pelo Rio Branco na semifinal do turno. Agora, humilde, jogou sério e fez o seu melhor jogo neste campeonato. Simples, assim, explica-se, ai, a goleada no Maringá, sem nenhum trauma: 5×0. Os gols de Renan Lodi, Marcinho (2) e Ederson (2) foram o corolário natural da supremacia rubro-negra, com a qual concorreu, também, a fragilidade do time de Maringá.
A bela vitória serviu como um bem acabado contraste com a melancolia do vazio que ambienta a Baixada. Com 4 mil pagantes, está se tornando bucólica. Hoje o Atlético faz 94 anos, mas, nem parece: está à procura de uma torcida.
Estrago na Vila
O Paraná está fora do Estadual. É a duplicata que tem que ser paga por um clube que, em menos de três meses, desmonta uma estrutura de time, contrata 30 jogadores e dois técnicos e incentiva a saída do homem que idealizou e executou toda a sua recuperação em 2 anos.
Quando o jogo na Vila Capanema reclamou a solução por pênaltis, o Paraná já estava estragado. Perdendo por 1×0 desde o começo do jogo, e abalado pela saída, por contusão, de Carlos Eduardo, seu único bom jogador, e pelo pênalti perdido por Diego, obrigou-se a ir à exaustão. Quando um time com limitações individuais precisa alcançar esse estágio para não perder, exaure-se física, técnica e emocionalmente.
Quando empatou (1×1) com gol de Vitor Feijão, o Tricolor já estava sem forças para enfrentar o ambiente de tensão que é uma decisão por pênaltis
Se não bastasse, seus jogadores foram para as cobranças vendo no jovem goleiro Alan um fantasma. Esse foi engano: Alan, sendo de pele, osso e alma, é um excepcional goleiro, e decidiu o jogo.
Perguntar não ofende
A Federação Paranaense de Futebol, na final, vai executar a perda de mando do Furacão?