Juramento

Já fazia um mês que o Atlético não marcava gol. Já passava de um mês que não ganhava um jogo. Então, se for preciso jurar, eu juro por Deus: o Atlético ganhou. Contra o Figueirense, na Baixada, por 3×0. Minhas juras terminam aí. Dizer que o Furacão ganhou porque jogou certo e foi brilhante é mentir. Ganhou na saída para o intervalo, quando torcida sensível à verdade, exigiu o que o treinador Claudinei Oliveira não via ou não queria ver: a inoperância de Marcos Guilherme. Entrou Dellatorre, pronto: o Furacão, dentro dos seus limites, foi um time. E digo mais: depois do primeiro gol de Dellatorre, voltou a jogar como em 2013, quando o recuo voluntário, faz o adversário avançar e deixar o campo para o contra-ataque. O segundo gol, de Bady, lembrou esse tempo: uma bola lançada de longe, uma coisa rara nesses tempos, permitiu a Marcelo ser o excepcional atacante em velocidade. Cruzou para Bady, que vindo de trás, marcou.

O Furacão foi tão superior que nem precisou suar a camisa. É possível que alguém questione a falta de qualidade dos catarinenses. Mas ganhar de 3×0, em qualquer circunstância, tem que ter alguma virtude. A maior do Furacão foi individual: Dellatorre. O terceiro gol parece ter sido um quadro pintado pelo atleticano Calderari: dominou a bola fora da área, e ao girar o corpo, quebrou a zaga do Figueirense. E de imediato, já de caso pensado, de perna esquerda venceu o goleiro por elevação.

Mas não se entusiasmem muito os atleticanos. O Figueirense, que já é fraco, jogou sem 5 titulares. E essa vitória só terá consequência se for seguida de uma contra o Flamengo. Ela serviu para dar tranquilidade ao povo e uma lição para o inseguro treinador rubro-negro: contra o Flamengo, tem que jogar como jogou no segundo tempo.

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