São dois os jogos que nos provocam amanhã: em Vila Capanema, Atlético x Corinthians; em Vila Belmiro, Santos x Coritiba. Pela paixão, o jogo de Curitiba poderia ser anunciado como o maior espetáculo da Terra. Mas o bom senso obriga a prevalência da razão. Enquanto a torcida do Atlético se obriga a intervir com protestos contra o tratamento insensível que a diretoria dá ao futebol, os Coxas comemoram com a soberba natural de quem é líder e invicto. O jogo, sem dúvida, é o da Vila Belmiro, Santos x Coritiba. A graduação da importância é para consumo interno.

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O Coritiba precisa provar porque é líder, impõe a “grande imprensa”. Mas se ganhar em Santos, ou se continuar líder, terá que provar no próximo jogo. E depois, no próximo. E depois… Assim, até o final.

Aconteceu assim com o Atlético em 2004, que após liderar 80% do campeonato precisava provar no próximo jogo porque era líder. Quando parecia campeão, fracassou em Erechim e em São Januário. Quando se precisa provar um fato todos os dias, é que nem nós acreditamos. Por isso, não podemos exigir que os outros nos deem crédito.

Os Coxas chegam inteiros para o jogo da Vila Belmiro. Se já tinha corpo, agora tem alma de time competitivo. A vitória sobre o Atlético foi significante, por que superou um mau jogo, porque tinha recursos para vencer.

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Perder para o Corinthians, mesmo em casa, deveria ser natural para qualquer time. Mas a sua torcida está tão maltratada pelos equívocos a que foi levada pelas promessas, que já não aceita mais os fatos naturais. Não há nada mais para se justificar um novo fracasso. Precisa vencer. É isso, e pronto.