Se há injustiça na vida, ela apareceu neste jogo do Parque Antárctica. E veio com tudo, e com todos os seus horrores pegou em cheio o Atlético. Não é contradição porque nada ocorre por acaso. A vitória (2×1) do Palmeiras foi consequência de um detalhe que embora sendo único, é o que está lhe dando a diferença: Marcos, São Marcos.

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Repriso o mesmo jogo, sem Marcos no gol do Palmeiras. No mínimo, a bola de Bayer de cabeça no finalzinho, e em especial a bola vinda da perna esquerda de Netinho, teriam entrado.

Essas coisas ocorrem com nós apaixonados. Às vezes, a paixão se transforma em egoísmo, e então, sonhamos o jogo que queremos, e por isso ganhamos o poder de decidir de acordo com os nossos sentimentos.

O Atlético jogou tão bem no jogo jogado, seu segundo tempo foi tão irrepreensível, que em um dado momento, parecia que iria ganhar. E ele que não era líder, que não jogava em casa, e nem tinha a sua torcida a gritar. Foi tão portentoso, que o jogo jogado era o próprio jogo sonhado, até que Marcos entrou em campo.

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Talvez, se o sonho não fosse tão longo, o Atlético tivesse ganhado.

Jogo jogado

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Veja só o leitor, o que é o grande jogador, e a diferença que ele faz. Marcelinho Paraíba fez ontem contra o Náutico o seu pior jogo no Coritiba desde que chegou. Pênalti, que parece ser impossível perder, perdeu.

Mas se não fosse ele dar de bandeja para o inteligente atacante Rômulo fazer o primeiro gol, e se não fosse ele que acompanhasse a jogada para concluir no segundo, o Coritiba não ganharia do Náutico.

Ganhou de 2×0 em um jogo, que sonhado, daria pesadelo.

Caso Danilo

O Atlético deveria ou não autorizar Danilo jogar?

Não houve sequer consulta do Palmeiras se poderia escalar Danilo. Fazendo de conta que atendia a condição do contrato, que era pagar 100 mil reais, escalou o jogador.

O contrato feito pela diretoria anterior deu essa condição. A intenção não era receber 100 mil, mas não permitir que Danilo jogasse. Jogou, e agora o Palmeiras não vai pagar, pois apesar de ser presidido por um intelectual, o Belluzzo, é o clube que mais ignora obrigações no futebol brasileiro.