Desculpas para um novo fracasso (e aí se inclui o empate) não existem mais.

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A partir de hoje em Fortaleza, contra o quase rebaixado Ceará, o Coritiba terá obrigatoriamente que adotar um novo caminho para voltar à primeira divisão.

É de se concluir, então, que mais importante do que qualquer argumento tático ou individual tem que existir consciência de que o limite foi alcançado. Não quero dizer que com uma nova derrota o Coritiba terá afastada a esperança de voltar; mas, outra derrota implicará em consumar o estado de insegurança, que é quase fatal em qualquer trabalho de recuperação.

Sem o direito ao erro em um campeonato como esse de olho por olho, não há ser humano que consiga o mínimo de estabilidade emocional para reverter a derrota. O Coritiba tem um exemplo recente dado por ele próprio: em 2005, quando começou a se recuperar tecnicamente lhe faltou tranqüilidade. Talvez, tivesse evitado aquele gol fatal em São Caetano.

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Embora não seja o único culpado, mas por ser o treinador, o interesse de Bonamigo se confunde com o próprio Coritiba. Os que amenizam a vida do técnico, usam a falta de qualidade do time. Mas não tem como justificar só pela falta de qualidade, a vergonhosa marca de um gol em cinco jogos, o que implica em quarenta dias sem vitória.

A transigência tem limites.

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No futebol é na próxima derrota, quando as desculpas já se esgotaram.

De primeira: O zagueiro Émerson, do Paraná, não teve uma carreira de sucesso regular exatamente por essas reações de culpar companheiros por gols tomados. Por onde passou deixou uma rusga. A verdade é que o clima não anda bem no Paraná. Sem razão, porque só pode existir tensão em um time que perde e não paga regularmente os seus jogadores.