O Atlético joga hoje no tapetão e domingo no Maracanã. No STJD, joga contra o casuísmo da Justiça Desportiva para recuperar um mando perdido. No Maracanã, joga contra o Fluminense para preservar a excepcional condição, que lhe posta entre os candidatos ao título.
Pergunte qual o jogo mais importante, e de pronto darei uma resposta, que pode até parecer hilariante: o do Maracanã. Mas existe um pouco de lógica na resposta. É que vencendo o Fluminense, o Atlético vai transformar o próprio mando em algo acessório diante da excepcional condição em que ficará na disputa do título.
Então, jogar com o Criciúma na Arena, em Goiânia, em algum lugar dos pampas, ou em um certo local dos seringais, será a mesma coisa. A motivação para a conquista de um título supera qualquer adversidade. Não lembram como foi vencer o São Caetano na final de 2001, em São Caetano? Vitória sem trauma porque o time ganhou preparo para conquistar o título naquela hora e naquele lugar. Não são jogos difíceis.
No tapetão, basta o STJD fazer uma análise das provas, e do erro técnico grosseiro da dose da pena, para devolver o mando ao Atlético. No Maracanã, basta o Atlético ter consciência da fragilidade, principalmente física, do time do Fluminense.Bem jogado, ganha os dois jogos.
Conveniências
Já não tendo como quem brigar no campeonato, os coxas brigam entre si. Inconformado com a perda de um pênalti, o presidente Giovani criticou publicamente Tuta. Tuta rebateu e criticou Giovani.
Parecem dois feirantes, fechando o caixa em dia de chuva. Nada de anormal para quem já não tem mais objetivos. Giovani falou consciente de um jogador que não ficará; e, Tuta, que não é ingênuo, respondeu, porque sabe que vai embora.