Na Arena, Atlético 0 x 0 Flamengo.
E se tivesse um pouco mais de jogo não seria diferente.
Sem qualidade, os dois times passaram 90 minutos só destruindo jogadas com faltas. O limite foi livrarem-se da bola com chutões.
Não teve nada pior nos últimos tempos por essas bandas.
Mais um jogo em que o Atlético passou sem marcar gols. Já são três. E não é por coincidência que o time deixou de fazer gols depois que Alex Mineiro voltou. Não é tanta culpa do jogador, embora continue frágil, sem força para concluir, como na única chance do jogo no 1.º tempo. É que a sua presença muda o esquema, tirando a velocidade que tinha com Wallyson.
O Atlético precisa voltar a jogar no contra-ataque. Não tem qualidade técnica para pressionar e jogar em cima dos adversários.
Nelson Rodrigues escreveu certa vez que não existe nada mais triste do que um jogo sem gols. Pior para quem o viu pelo PFC pagando R$ 90. Com o narrador de quermesse de roça, que a televisão pegou a laço, esse jogo da Arena foi de chorar.
Nei foi o único que se salvou.
Brilhante
Goiás 2 x 2 Coritiba, em Goiânia.
Não vi o jogo dos coxas. E para analisar o resultado (e a essa altura do campeonato é o que interessa), não foi preciso ver mais do que os melhores momentos.
Neles se viu um Coritiba superando a ausência de Marcelinho Paraíba em razão da organização que o time ganhou com Ney Franco. O resultado foi que a bola sempre foi dirigida a Ariel para decidir. E o argentino não decepcionou, fazendo dois golaços. O segundo, de bicicleta, foi um momento raro nesse futebol de trombada que está se jogando por aqui.