Bola para o mato, que o jogo é de campeonato.
E então, Paranavaí e Paraná foram fiéis à regra do jogo de fazenda, que comandou o Campeonato Paranaense: jogo sem brilho por faltar qualidade, jogo sem inteligência por faltar um projeto tático, jogo sem nada por não ter nada a oferecer.
O Paranavaí ganhou de um a zero, não porque merece ganhar o melhor. Ganhou porque teve a virtude de ser menos ruim do que os tricolores. Ser menos ruim por essas bandas passa a ser uma virtude, como única forma de resumir um jogo como foi esse primeiro da final. Um horror. E vai ser campeão, o menos ruim, que pode ser o Paraná, embora já não se tenha mais certeza.
O jogo começou como já era esperado: os dois times, desconfiando de si próprio, jogando atrás à espera do erro adversário para chegar ao gol. E aí, o Paraná foi o grande culpado, pois era dele próprio presumir que tinha mais time, e por isso, a obrigação de jogar como grande.
Mas o que se viu foi um tricolor pequeninho, que se encolheu cheio de medo, e no segundo tempo deu campo para o Paranavaí se atrever e ir à frente. Sofreu o gol na falta bem batida por Thales, foi incapaz de merecer o empate, e não sofreu o segundo, e se o sofresse, não sofreria o terceiro, porque Flávio voltou a ser o grande goleiro.
O jogo de volta, mesmo sendo na Vila Capanema, não será muito diferente deste de Paranavaí. São dois times iguais, que sem qualidade técnica jogam na força do físico e, portanto, tornam-se previsíveis.
É quando, qualquer resultado que aconteça, é aquele esperado.
Nostalgia
Como seria enganar o leitor fazendo todo o texto com o jogo de Paranavaí, resolvi navegar nos sites de futebol. E encontrei no furacao.com aqueles, que são os minutos mais nobres da história do Atlético: os do Atlético 3 x Fluminense, 2, na Arena, nas finais de 2001.
Vá lá e veja. Os gols de Alex Mineiro foram o grande corolário da obra que o Atlético construiu. Mas o mestre que projetou, executou e arrematou a obra foi mesmo Alex.
Mas existiu outro monstro em campo, que atendia pelo nome de Nem, o zagueiro.