Agora que a emoção já passou, pergunto aos atleticanos: o que faltou ao Furacão para ganhar o épico Atletiba da Baixada?
A minha resposta embora possa parecer contraditória é baseada na razão: não faltou nada. Quero dizer que não tinha nada mais a acrescentar, pois é assim quando se joga no limite.
Mas há quem diga que faltou Nikão. Recorrer a ausência do meia para justificar o empate, é diminuir ainda mais os poucos atributos do time. A torcida do Atlético precisa entender que o time joga um pouco na arrumação dada por Milton Mendes e muito na emoção. Só que a emoção depende do ambiente. Quando se reclama qualidade individual vê-se Walter, Weverton e Otávio na função que exerce. Marcos Guilherme que volta – mas, desde que jogue próximo da área adversária – pode acrescentar o que Felipe, Giovanni e todos os outros meias não conseguem.
E quando precisa repor, o Furacão é vítima de si próprio. Bem por isso, a torcida não estranhe se ele começar a perder a gordura que ganhou.
Inimigo
Quem tem uma mulher como Negueba tem, não precisa ter amante e nem inimiga para correr risco. Basta tê-la. O fato que detonou, acusando o marido de ir para o bar tomar todas, poderia dar um novo roteiro ao filme “Dormindo com o inimigo”. Resta saber se Julia Roberts aceita ser outra vez a mocinha.
Riscos
O tempo está passando, mas o Paraná parece não perceber: Nedo Xavier está com dificuldades de arrumar o time. Só virou na sexta porque era o frágil Mogi Mirim. A impressão é que a diretoria está naquela de esperar pela primeira derrota para tomar providências. A espera é jogar contra si próprio. A não ser que já decidiu ir com Nedo até o final.
Festa
O temor dos dirigentes do Coritiba por uma derrota no Atletiba era tamanho, que o bom jogo e o empate foram comemorados com champanhe Moet & Chandon. Daí Pedroso ao levantar uma taça desabafar: “estou aliviado”. Depois de saber desse fato, os atleticanos devem ter uma conclusão: o empate foi péssimo.