Na Baixada, Atlético 2 x 0 Botafogo.
O Atlético não precisava jogar bem. E, em regra, não é possível dada insegurança e a visão limitada do seu comando técnico. O Atlético precisava jogar consciente para ganhar. E por ter jogado assim, ganhou com folga por 2×0. E marcar um gol no final de cada tempo não significada fato ocasional, pois ainda é tempo de jogo. Ao contrário, demonstra concentração e interesse. E só não ganhou de mais porque Marcelo, que deveria ter saído no intervalo, só saiu no final. Tanto que era jogo para Douglas Coutinho, que no momento de pressão do Botafogo, a bola que não poderia perder, venceu Jefferson em um golaço. Se Douglas Coutinho tivesse entrado antes, a vitória com certeza iria além dos dois gols. O Botafogo, pelos mais diversos motivos, jogou como um franco atirador. A impressão que deu foi a de que ganhar ou perder era a mesma coisa. Escancarando o seu campo, abriu o espaço que o Furacão precisava.
Natanael foi o melhor em campo.
Marcelo foi o pior. Das duas, uma: ou Marcelo voltou a ser um jogador limitado como era antes dos lançamentos de Baier, ou está de má vontade querendo ir embora. Já temo que seja a primeira hipótese. O que não pode é continuar assim em prejuízo em Douglas Coutinho.
O goleiro Weverton, com as duas defesas que fez no final, provou que está entre os melhores do Brasil.
Sacrificio
No Maracanã, Coritiba 1 x Fluminense, 1.
Já li e ouvi, que os Coxas só não ganharam porque jogaram 70 minutos com sete volantes e meias. A premissa é absolutamente errada. A correta é: o Coritiba só não perdeu porque jogou recheado de volantes e meias, que durante 70 minutos tiraram espaços e pararam o jogo com faltas. E foi com o seu volante mais rústico, o veterano Germano, que com um golaço empatou o jogo.
O Coritiba jogou bem porque se propôs a marcar e fazer faltas.
Não mostrou nenhuma evolução. Tanto que continua na zona de rebaixamento.