Uma coisa foi a vitória do Atlético: espetacular porque o empurrou com tudo inclusive com a alma de campeão, entre os líderes; e, inesquecível porque perdia e virou (2×1), e foi contra os coxas, e no Couto Pereira. Não existem adjetivos que se conciliem com tanta harmonia.

A outra coisa é a prova de que o futebol hoje é produzido em uma caixa de contradições. O negativo, às vezes, passa a ser o ponto de referência para a vitória.

O Atlético começou a ganhar quando sofreu o gol do Coritiba, marcado por Alemão. É que perdendo, obrigou-se a sair da sua reclusão defensiva. Largou a mão da intransigência de querer só marcar gol no erro do adversário, que tanto inibe seus talentos. Sem pânico, saindo para o ataque como sempre deve ser, com Fernandinho, Dagoberto, Jádson e Washington tornou-se irresistível. É irresistível. Com a intervenção de Levir e com Morais e William, o time fez a bola circular e o Coritiba recuar. Então, a virada veio ao natural porque o time atleticano é melhor: 2×1, com o empate vindo de Fernandinho e a vitória com Washington, que parece ter o número do telefone exclusivo de Deus para pedir a benção no momento de angústia.

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Jádson foi o melhor em campo. Washington o herói.

Mas exaltemos Levir Culpi. Pensarão que estou sendo incoerente, pois há pouco critiquei a reclusão definitiva e a intransigência de só jogar no erro do adversário. Mas o que o crítico pensa e escreve sobre uma situação tática, não é necessariamente o correto. Ele não tem a perturbá-lo a responsabilidade de ganhar e não perder, que o técnico tem.

No entanto, a exaltação a Levir não é em razão do trabalho tático ou individual do conjunto ou do jogador. É o excepcional trabalho emocional, que fez o Atlético alcançar a maturidade para enfrentar qualquer situação. Com Levir, o Atlético se tornou um time frio, em que as soluções vêm da razão.

Ilustremos com o jogo de ontem. O gol de Alemão provocaria pânico. Em outros Atletibas, o Atlético perdeu, inclusive títulos, por não ter esse controle.

Tinha escrito na sexta-feira, que dos últimos, este era o Atletiba para o qual Atlético ia mais bem preparado. Não quis advinhar. É que eu conheço os polacos da minha colônia.

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Carlão, um espetáculo de arbitragem.

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