Irresponsável

Um amigo atleticano me telefona, indignado com Juan Ramon Carrasco. Por que o treinador do Atlético fez o zagueiro Manoel jogar de atacante contra o Corinthians-PR? Chamou-o de palhaço.

Na minha infância, em Guarapuava, era o palhaço que me atraia ao circo. Aprendi que a sua graça estava na sua natureza. O palhaço que é palhaço não brinca. Juan Ramon Carrasco é outra coisa.

O Atlético jogava bem. Ganhava no Barigüi (1 x 0) e tinha o domínio do jogo. Nesta toada, não iria se incomodar no segundo tempo. Ganharia o jogo e disputaria, no mínimo com o Coritiba, a liderança geral do campeonato.

Mas aí, Carrasco resolveu superar a si próprio: substituiu Ricardinho, que taticamente era quem dava equilíbrio ao time, pelo zagueiro Manoel. A gravidade do ato não foi a troca, mas o fato de que Manoel entrou para jogar como atacante. E jogou assim até o final. Ocorreu o inusitado: jogando com onze, o time foi reduzido a dez. O Corinthians empatou: 1 x 1.

O ato de Carrasco não é de um profissional sério. O treinador, portanto, não é um palhaço. É um irresponsável.

Financiamento

Um integrante chapa branca de uma comunidade atleticana postou uma matéria perguntando: agora que o financiamento do BNDES saiu, o que escreverá Mafuz? Nunca coloquei em dúvida a concessão do financiamento. O empréstimo não foi para o Atlético, foi para o Governo do Estado. O empréstimo obrigado por lei, só não seria concedido se a Fazenda Pública do Paraná estivesse insolvente.

O que eu escrevi me foi relevado pelo Dr. Cid Campelo Filho e confirmado por Petraglia na Câmara Municipal. Aprovar o financiamento é uma coisa, liberar o dinheiro é outra. Nunca duvidei de nada. Muito menos que o estádio irá se construir. O que os atleticanos precisam saber é a que custo.

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