Não canso de ter lições diárias de que o futebol é pródigo em criar fatos inusitados. Alguns, irônicos. Não no sentido de deboche, mas de ironia em razão das coincidências.
Foi fato motivador de crise, a decisão do Atlético em mandar Dagoberto fazer tratamento cirúrgico no joelho nos Estados Unidos. O clube e os sócios do seu vínculo, achavam que longe do Brasil não haveria risco. Repercutiu em mágoa e na demissão voluntária do Dr. Edílson Thiele, depois de dezesseis anos trabalhando pelo clube.
Kléberson, que saiu do Atlético e foi para o poderoso Manchester United, precisa de uma cirurgia para recuperar o tornozelo que teima em doer. Sugeriu e o Manchester, depois de buscar informações, foi solidário à vontade de Kléberson. Escolheu um médico brasileiro: Edílson Thiele.
Certas ironias não acontecem por acaso.
Vila
Depois de muito tempo, cogita-se o retorno do Paraná à Vila Capanema. Não acredito, mas se acontecer, o professor Miranda já terá cumprido a sua missão.
O Pinheirão ofusca a identidade do Paraná como clube tradicional. Esvazia-o técnica e popularmente. Desde que lá foi jogar, só em 2003 fez uma boa campanha. De resto, lutou para não ser rebaixado nos campeonatos. Agora mesmo, luta para não ir para a segunda divisão do estadual.
Dirão que falta dinheiro. A solução não está na falta de dinheiro, mas no exercício do argumento para buscar uma parceria.
Dirão que existe um problema jurídico.
Por enquanto, prevalece a sentença de primeiro grau (18.ª Vara Cível) que deu procedência ao pedido do Paraná para ter o domínio pelo usucapião. Então, é só questão de argumento e coragem.
Valor
Mais um jogo do Corinthians e Tevez não fez gol. Uma ou outra jogada de efeito, mas nada que supere uma meia dúzia de meias que estão no Brasil. Lembrando que Tevez custou 20 milhões de dólares, fui provocado por uma dúvida: por que um brasileiro não é vendido por este preço?
Talvez até seja. O que é diferente é a transparência: os clubes argentinos ficam orgulhosos em anunciar o valor da venda. Aqui, escondem.