Intervalo

Em Cianorte, o Atlético jogava bem, era brilhante. Ganhava do bom time do Cianorte (2 x 0) Harrison era a referência do seu jogo. O menino recuava para fechar espaços e até marcar, quando o Furacão não tinha a bola. Com ela, comandava as funções de armar e atacar. Participou dos gols de Manoel e Bruno Mineiro.

Mas aí veio o intervalo e o uruguaio Juan Ramon Carrasco agiu como se fosse um treinador brasileiro. É que sob o pretexto de carregar na marcação, excluiu Harrison, colocou Paulo Otávio na lateral-esquerda e deslocou Heracles para o meio-campo.

Foi um desastre. Sem Harrison o time recuou, ficou murcho. Não tinha mais ninguém para criar e juntar-se a Bruno Mineiro, não tinha mais ninguém para prender a bola e dar descanso para a defesa.
O Cianorte, então, de acuado passou a atacar quase sempre com um baixinho tarrancudo chamado Marquinhos, em cima do Paulo Otávio. A essa altura, o Furacão já estava desmontado, perdido na marcação, com a defesa desprotegida e tendo o decadente Marcinho como esperança. O empate a dois gols foi consequência do erro de Carrasco no intervalo. O consolo é que o treinador é uruguaio e não brasileiro. Os uruguaios têm consciência de que também erram.

Agora, o Atlético ficou em terceiro lugar, a dois pontos do Coritiba. Terá que ganhar o Atletiba.

É que no sábado os Coxas passaram por cima do então invicto Arapongas: 4 x 1. Outra vez, porque Rafinha, sempre com fome de bola, conduziu o time alviverde.

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