A arbitrariedade de um gesto, às vezes se esconde sob um pretexto de cumprimento da lei. O juiz Herbert Roberto Lopes excluiu o intérprete de Lotthar Matthaus, alegando que estava cumprindo, regulamento.

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Lopes mostrou o baixo nível de cultura do profissional do futebol brasileiro. Quando a Constituição do Brasil dispõe da liberdade ao direito do trabalho, não aceita restrição de conceito. Dentro das qualificações de cada profissão, a liberdade é ampla, desde que o seu exercício não repercuta em prejuízo. Ontem mesmo tivemos um exemplo na ação de Aloísio: ele não foi liberado porque o Atlético não tem razão, mas porque ele é protegido pela liberdade plena de exercer a sua profissão.

No caso de Matthaus, é imprescindível a presença do intérprete. Só com ele, o treinador consegue exercer plenamente o seu direito ao trabalho. O regulamento, ao limitar o número de pessoas no banco, não pode ser interpretado contra o princípio constitucional da ampla liberdade de trabalhar.

Sei que exigir isso do árbitro é querer demais. A sua cultura está limitada às regras do jogo e alguns itens do regulamento. Só que algumas regras e alguns itens são aplicados muitas vezes, não em razão do seu espírito, mas sim da conveniência do árbitro.

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Na verdade, o pretexto de Herbert Roberto Lopes, mais do que cumprir o regulamento agiu para se exibir. Próprio de quem precisa criar fatos extraordinários para ganhar notoriedade.

A ação, que poderia ser legal tornou-se exótica.

Restrição

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O Atlético restringiu o acesso da imprensa no CT do Caju. O que era permitido a qualquer dia e a qualquer hora, agora só será permitido duas vezes por semana e com hora marcada. Perguntam-me: é uma restrição à liberdade de imprensa? Entendo que não, é apenas uma maneira de reprimir excessos e disciplinar uma relação. Aprendi em vinte anos de repórter, que uma relação diária entre profissionais, principalmente no futebol, quando se torna obrigatória, torna-se apenas tolerável. E o que é apenas tolerável, torna-se intolerante.

E a tendência dos grandes clubes do futebol brasileiro é disciplinar esta relação. Nós da imprensa temos que nos adaptar, também, a evolução das relações.

O Atlético ainda estuda a restrição da área de trabalho em dias de jogos à sala de imprensa antes e depois dos jogos. Se queremos evoluir, onde está o erro?