A Federação Paranaense de Futebol disse que vai me interpelar judicialmente. Quer que eu esclareça a nota que escrevi dando algumas pistas sobre o ?bruxo?, o intermediário da propina entre os clubes e os árbitros.

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Não irei responder. Para interpelar alguém é preciso ter legitimidade moral, base para qualquer procedimento pessoal. E a FPF não tem. Seu ambiente cheira mal, parecendo guardar um estoque de algo que apodreceu. O mais grave não é este estado deteriorado, mas a falta de disposição moral e de vontade política para restaurá-lo.

Cidão, o ex-arbitro, lá de Londres já mandou notícias.

Os clubes e as ligas são os grandes responsáveis. Existe uma foto de Petraglia abraçando Moura e de Giovani fazendo discurso para reelege-lo. Logo os dois que comandam Atlético e Coritiba, que têm uma história escrita pelo ideal e pela dignidade.

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Mandaram embora o diretor de árbitros. Falsa moralidade. Disfarçado querer de moralizar. Ele era apenas o instrumento para o exercício dos interesses de comando. Mais grave do que a denúncia de corrupção, foi a declaração do dirigente do Cascavel: Tche não se constrangeu em dizer que as eleições de Moura eram acertadas em ?um hotel de quatro estrelas cheio de mulheres?. O TJD adotou algum procedimento contra Moura?

Derrota

O Paraná perdeu outra vez. Agora para o Juventude, em Caxias, 2×0. Não queira remeter a derrota para a coincidência da saída de Lori Sandri do seu comando técnico. Contra o São Paulo já havia jogado mal e goleado. Ontem voltou a jogar mal sem nenhuma responsabilidade do estreante Barbiéri.

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Não quero tratar a derrota como coincidência, mas com uma outra verdade: o Paraná voltou a perder porque chegou no seu limite. Ficar dez partidas sem perder não era normal para um time limitado; perder como perdeu as duas últimas, é que é a regra.

O que não se entende é porque Lori saiu do Paraná para ir para a Turquia, e continua em Curitiba. Existe alguma coisa estranha nessa saída de Lori.