Seria mais um jogo para o Paraná cujo interesse ficaria limitado à sua torcida e aos seus interesses. Mas como a vaidade excessiva às vezes é castigada, eis que o interesse por uma vitória tricolor vai bem além. Pega primeiro o do Atlético, e já alcança o do Coritiba. É que o Paraná joga hoje no Pinheirão contra o Brasiliense, que ocupa o primeiro lugar dos últimos quatro que irão ser rebaixados. Vejam o exemplo prático da verdade: uma vitória do Brasiliense fará o Atlético entrar no grupo de risco no jogo com o Botafogo.
Mas, os paranistas que não fiquem tão orgulhosos de tamanha responsabilidade. Embora esteja um pouco distante dos últimos, não está muito. E a idéia que se estimula é de queda. Uma derrota deixará de ser uma simples idéia, mas uma verdade definitiva.
É um jogo imprevisível este do Pinheirão. É que o Paraná tem que vencer em uma fase que não consegue sequer fazer gol. Mais grave: em uma fase que coincide com um certo desânimo de quem corria até a exaustão. Alguns jogadores, às vezes, dão a impressão que jogavam por Lori e não pelo Paraná.
Reserva
Não existe nenhuma posição no futebol cujos recursos têm que ter uma reserva inesgotável: é a do goleiro. Improvisa-se qualquer um outro adaptando-o a um esquema de jogo. Mas o goleiro, não. A posição é excepcional.
Em 2000, o contrato de Ricardo Pinto não foi renovado, porque o Atlético entendeu ser a vez de Flávio. ?Flávio serve ou não serve?, disse-me Petraglia. Flávio se transformou no goleiro que mais ganhou títulos no Atlético.
O Atlético volta a viver um drama com goleiro.
Nem discuto mais se Diego é bom ou não. Já escrevi que está bem longe dos últimos grandes goleiros como Rafael, Roberto Costa, Ricardo Pinto e Flávio. Mas está inseguro, prova está na dificuldade que tem em fazer qualquer defesa.
O menino Tiago serve ou não serve?