A última notícia do Atlético é que Paulo Baier renovou o contrato por mais dois anos com o Atlético. A solução foi dada em uma reunião rápida, o que se presume que o diretor Zimermann e o presidente Malucelli aceitaram tudo o que o jogador e o seu empresário pediram.
Já tinha escrito que não havia argumento para não renovar com Paulo Baier. Mas era preciso bom senso. Faltou sensibilidade aos dirigentes do Atlético que participaram da reunião. Renovar por dois anos com um atleta de 36 anos é colocar em risco o equilíbrio financeiro do clube.
O Atlético gastou o que não tinha para prestigiar Adur e Zimermann, em julho, quando contrataram 12 jogadores. Só Paulinho está terminando o campeonato como titular. O erro bate na casa dos 99 por cento.
E o time só se afastou das últimas colocações, em razão do carisma de Paulo Cesar Carpegiani, que sequer havia sido cogitado pelos novos dirigentes para comandá-lo. Não sei se o tempo passou para muita gente, mas o erro hoje é diferente do passado. Hoje custa muito caro.
Mais do que sensibilidade, faltou bom senso para esses dirigentes. O Atlético não está precisando apenas de Baier. Vai precisar de outros reforços para 2011.
Não é de hoje que estou alertando que os dois anos próximos serão desconfortáveis para o clube. A saída obrigatória da Arena da Baixada, com o objetivo de concluí-la para a Copa do Mundo, implicará em uma redução brutal em todos os segmentos das receitas.
Gastar o que está se gastando no futebol desde julho de 2010 é temerário. E pior ainda: para deixar tudo sob a responsabilidade de Sérgio Soares.
Da insensibilidade, decorreu falta de bom senso. Melhor parar por aí.