Insensibilidade

Demitiu-se um treinador, que jamais deveria ter sido contratado. Bem por isso, o acerto da demissão de Jorginho não afasta a gravidade do erro da sua contratação, pois o técnico foi embora, mas os efeitos negativos vão continuar.

Tratar da derrota do Atlético para o São Caetano (1×0) é tratar de fato de rotina, que criou uma regra, em que a vitória é exceção. Analisá-la é repetir narrações de derrotas anteriores. Sempre tendo como fundamento a falta de qualidade. Mudaram os jogadores, ao invés de Pablo e Furlan, agora são Henrique e Derley; ao invés de Fernandão e Thiago Adan, agora é Marcão. Ao invés de jovens, são os experientes em decadência a nova aposta. O time do Furacão é uma colcha de retalhos.

Pobre torcida grita, mas não é, e não será, ouvida. É que se comanda o Atlético com a insensibilidade daquele, que já não tem mais nada a perder na vida. Nesse estágio perde-se a noção da responsabilidade.

Diferença

João Saldanha foi quem falou: futebol não é onze contra onze, mas onze para cada lado. A lógica é a de que o lado que tem os melhores jogadores, ganha o jogo.

A derrota do Coritiba para o Fluminense, no Couto Pereira, (2×0), foi esse princípio levado, visto e provado dentro de campo. Os coxas até que fizeram um jogo razoável. Correram, marcaram, criaram, pareciam em alguns momentos, iguais ao time carioca. Mas quando o jogo reclamou de qualidade para ser decidido, em dois minutos apareceram Fred e Thiago Neves. E eles estavam do lado do onze do Fluminense.

Resultado normal, como é tudo que tem origem na lógica.

De primeira

Desta vez não foi a arbitragem, mas os gols perdidos. O Paraná perdeu em Natal para o primário ABC, porque fora do esquema tático não tem nenhum recurso.

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