O temor pela ameaça de rebaixamento pelo Coritiba, deve ser baseado em qual razão?

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Vejam só a importância do estado emocional no futebol. Em circunstâncias normais, por mais importante que fosse, o Coritiba seria o favorito contra o Fluminense. Mas a possibilidade de que a derrota tenha uma consequência fatal, aliena a emoção à incerteza.

Então é de se perguntar: será que o Fluminense é um time absolutamente tranquilo, sem nenhum temor? O que eu quero dizer é que o bicho é feio para os dois.

Vou além: deveria assustar mais o Fluminense, porque não se pode desprezar um fato, de que o Coritiba, no Couto Pereira, só perdeu quando se achou autosuficiente, como nas derrotas para Barueri e Santo André. Quando lhe foi exigido o limite, não só ganhou como o fez com supremacia.

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Essa insegurança, muitas vezes, não é provocada em razão de princípios técnicos ou táticos, porque esses são, em regra, atacados e superados pelo treinador, e pelos próprios jogadores. É a insegurança que é originada na administração dos problemas, que às vezes não são resolvidos pelo cumprimento natural da obrigação, mas pela imposição das circunstâncias.

Sabe-se que o descompasso no pagamento de obrigações foi afastado às pressas com a antecipação de receita da cessão de Pedro Ken e da publicidade. Mas o jogador de futebol em geral, é um desconfiado. E mesmo que tenha recibo a solução, não ganha segurança que tudo será cumprido na normalidade. O fato que deu origem, mesmo que esteja superado, continua tendo reflexos.

Perigo

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Os fatos só mudam o endereço. Mas no seu núcleo, são absolutamente iguais: o problema que o Coritiba teve para manter Marcelinho Paraíba, o Atlético tem agora para ficar com Nei.

O personagem central é o mesmo: o empresário Lee. Escrevi certa vez que o Coritiba teria dificuldades de renovar com Paraíba, porque Lee se aproveita da condição de chinês: entende e fala português quando lhe é conveniente, mas deixa de entender e falar quando não lhe interessa.

Quando precisa aparecer, vem até de Pequim, onde fica escondido; quando precisa e quer, São Paulo é Hong Kong. É tão esquisito, que se lamenta que não tenha mais CPI no futebol. Com certeza, ele seria um daqueles a ser chamado para dar explicações sobre a sua atuação no mercado de jogador.