Sempre se ouve falar que a vida do Atlético e a vida do Coritiba são indissociáveis. Bem por isso, há décadas criou-se uma máxima, que embora tenha virado clichê, resume a verdade: um depende do outro. Concordo: a rivalidade, quase sempre, atua como elemento de estimula na pratica de ações no futebol.
Mas no nosso caso, surgiu um fato que torna relativo esse clichê: o Atlético não depende do Coritiba. Se antes de junho, as pesquisas afirmavam que a torcida do Atlético se tornou a maior do Paraná, agora, à partir da entrega da monumental Baixada, é possível afirmar uma grande diferença pratica com o rival histórico.
Esse fato não é oratória de torcedor atleticano, produzida pela paixão ou pela rivalidade. É uma constatação dos próprios coxas, e que está influenciando para que Vilson Ribeiro de Andrade seja reeleito. Coxas grandiosos como Joel Malucelli, Sergio Prosdócimo e Giovani Gionédis estão preocupados que o comando do clube seja tomado por inexperientes, que tenham apenas como objetivo ganhar título a qualquer custo. Daí ter sido revelada a preocupação de que “o Coritiba tem que evitar ser um novo Paraná”.
Eles representam a opinião da maioria, de que o Coritiba obrigatoriamente precisa de coisas mais importantes. E nenhuma, entre essas, é mais importante que a modernização do Estádio Antonio Couto Pereira.
Usar o exemplo do rival não é sinal de ciúme ou inveja, mas de inteligência. E o Atlético é um belo exemplo para o Coritiba, principalmente se pagar as dividas. No futebol voltar ao passado para receber conselhos não endireita a vida.
Oposição
Os integrantes da oposição no Coritiba, ainda, não conseguiram montar uma chapa. Mas noticiam que o projeto do futebol já está elaborado por Paulo Autuori. Começam mal. Autuori é daqueles que não conseguem expor uma ideia com um único raciocínio. Para concluir o que ele quer é preciso juntar todas as suas frases e interpretá-las. E, às vezes, são tão confusas que é preciso presumir o que pretendeu falar.